quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Produtores de castanha de caju reclamam da falta de políticas públicas no setor

Cajucultores estão desestimulados e a produção está em declínio no estado.

http://in360.globo.com/rn/noticias
Produtores de castanha de caju da região oeste do estado reclamam que as pesquisas voltadas para o desenvolvimento da atividade em universidades e institutos não chegam ao campo. O preço do quilo da castanha que chegou a R$ 2,50 no ano passado, hoje está em torno de R$ 1,10. Segundo eles, a produção está em declínio e os agricultores desestimulados.

Acompanhe na reportagem de Fabiano Morais.

A cajucultura é uma das principais atividades econômicas do Rio Grande do Norte. A castanha é o produto que lidera o ranking de exportações. No entanto o setor está em crise, apesar da boa safra desse ano. O preço do quilo, segundo os produtores está bem abaixo do ideal.

- O preço hoje está em torno de R$ 1,05 a R$ 1,10, é o que a indústria quer pagar a nós produtores – conta Elano Ferreira,produtor.

O problema começou a se agravar na safra do ano passado e este ano, segundo eles, chegou ao pior momento dos últimos 20 anos. Vários motivos vem causando o declínio da atividade

- Os pomares se encontram numa idade em torno de 30 a 40 anos, em que a sua produtividade já baixa, já é muito baixa. Então é necessário trazer para o campo, as novas tecnologias que tem aí disponível, só que a tecnologia quando chega até nós é de maneira muito pequena e que não traz um impacto decisivo para a nossa atividade – analisa o produtor,Fernando Melo.

As regiões conhecidas como médio e alto oeste do Rio Grande do Norte produzem, atualmente, cerca de 30 mil toneladas de castanha por ano, metade do que se produz no estado. mas com a crise cerca de 4 mil produtores se dizem desestimulados com a atividade.

- Devido nós termos um alto custo, nessa questão de podar e limpar fica muito alto o custo dele e o nosso preço da castanha está tão baixo que estamos desestimulados para essa questão – diz Benedito Ferreira,produtor.

A crise preocupa a economia de 12 cidades produtoras. Nelas, mais de 3 mil pessoas dependem da castanha durante os 4 meses de safra

- A necessidade da implantação de uma política pública que dê sustentação ao nosso setor da cajucultura. Além de hoje estramos em situação difícil, outras pessoas em toda a região poderão ficar desempregadas com o declínio dessa atividade - conta João melo,produtor.

Por causa dos custos muitos nem colheram parte da produção que ainda está no chão. Uma das alternativas seria a mudança dos cajueiros antigos pelo anão precoce. Seu francisco já vai tentar isso no próximo ano, mas ainda falta orientação técnica

- Comprei uns saquinhos e estou enchendo pra pode replantar eles. Se tivesse assistência técnica era melhor pra gente que não teria esse trabalho todo, seria um negócio diferente, mais seguro – relata Francisco de Paiva,produtor.

Tecnologia no campo para poder produzir mais e ser mais competitivo é o que eles pretendem continuar buscando.

- Com o preço atual da castanha não dá nem para manter a propriedade,nem para manter a nossa família com dignidade. Então nós queremos que o governo chegue com essa tecnologia pra nós, não é concebível o Brasil ser a pátria mãe da cajucultura e o Vietnã hoje produzir dois mil quilos por hectare, enquanto que o nós estamos beirando só 100 por hectare – analisa Elano Ferreira, produtor.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Cajucultor Elano Ferreira recebe e-mail do globo rural

EQUIPE DO GLOBO RURAL RESPONDE EMAIL.


================== MENSAGEM ORIGINAL ===================
De: ELANO GOMES PINTO
Terça-feira, 15 de Novembro de 2011
Assunto: GLOBO RURAL - SUGESTÃO PARA REPORTAGEM - 15/11/2011

Boa noite, gostaria que vocês exibissem reportagem realizada pela inter tv cabugi, onde ela retrata a tual situação da cajucultura no RN, bem como em todo o nordeste, onde nós produtores estamos em situação de completa exploração pelas indústrias e sem políticas eficazes que garantam a comercialização e o mais improtante a revitalização de nossos pomares. Nós cajucultores do oeste do RN, promovemos protesto que foi dada a devida cobertura pela afiliada da globo, e nossa sugestão é que fosse veiculada no globo rural aos domingos. Desde já agradecemos a oprotunidade e na certeza do compromisso de vocês com a situação que passamos, renovamos votos de estima e apreço de todos os Zés do caju do nordeste. Mais informações sobre a cultura e a atual situação ver: www.souprodutordecajudorn.blogspot.com ou souprodutordecaju.blogspot.com (ceará). abrigado pela atenção.
 
Resposta:
Elano Ferreira,

A Rede Globo agradece o seu carinho! A mensagem será encaminhada para a direção do programa.

Informamos que todas as sugestões de pautas recebidas em nossa Central de Atendimento são encaminhadas às equipes.

A seleção e a produção das matérias obedecem a critérios jornalísticos próprios de cada editoria.

Assim como você, muitas pessoas enviam dúvidas, críticas ou sugestões para o Globo Rural. Como neste momento ainda não sabemos se sua mensagem será respondida no ar, no nosso Programa de Domingo ou Diário, informamos que o site do Globo Rural possui uma seção específica onde você pode obter os contatos de diversas instituições, conforme o assunto do seu interesse.

Essa lista de produtos e entidades agropecuárias está disponível no endereço http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2011/01/guia-do-globo-rural.html. Nessa página, você terá acesso ao Guia do Globo Rural, onde estão os contatos de mais de mil instituições de pesquisa e extensão rural que se dispõem a atender o agricultor.

Se você deseja algum contato específico que foi ao ar no programa, informamos também que o prazo máximo de atualização do Guia do Globo Rural é uma semana após a exibição da matéria.


Cordialmente,
Rede Globo

O que "Aquele Beijo" te lembra? Curta emoções, aventuras e romances na nova novela das sete!
http://aquelebeijo.globo.com/

================== Dados Cadastrais ==================
Nome: ELANO GOMES PINTO
Nascimento: 11/26/1968
E-Mail: elanoferreira@hotmail.com
Fone Principal: (84) 33726060
Celular: (84) 99420259
Logradouro: MALHADA VERMELHA, 22
Complemento:
Bairro: ZONA RURAL
Cidade: SEVERIANO MELO
Estado: RN
CEP: 59856000

Não só recemos essa resposta, mas a rede globo solicitou a sua afiliada Inter tv Cabugi, para a realização de nova matéria sobre a cajucultura no Estado, o que irá ocorrer nesta sexta feira (18/11/2011). Desde já agradecemos a rede globo e a intertv cabugi pela oportunidade de estarmos levando ao mundo a atual situação dessa importante cadeia produtiva que é a cajucultura.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

INTERTV CABUGI DIVULGA REPORTAGEM

Publicado em 14/11/2011 - 10:51:29

Queda no preço da castanha preocupa cajucultores do estado

Setor está em crise mesmo líder em exportações e boa safra, preço está baixo do ideal


A queda de preço da castanha de caju tem deixado os produtores do estado apreensivos. Uns já ameaçam até desistir da atividade.

Acompanhe na reportagem de Fabiano Morais em:
http://in360.globo.com/rn/noticias. A cajucultura é hoje uma das principais atividade econômicas do RN. É o produto que lidera o ranking de exportações. O setor está em crise, apesar da boa safra. É que o preço do quilo da castanha para entrega nas usinas, segundo os produtores, está bem abaixo do que eles consideram como ideal.

- O governo garante o preço mínimo de R$ 1,35, a indústria está pagando apenas R$ 1,15 e o preço que nós calculamos diante dos investimentos que a gente faz na cajucultura seria no mínimo R$ 1,50 por quilo de amêndoa - diz Elano Ferreira, produtor.

Ainda de acordo com os produtores o problema começou a se agravar desde a safra de 2010 e esse ano chegou ao pior momento. a maioria dos produtores tem pequenas e médias propriedades, com menos de 100 hectares.

As regiões conhecidas como médio e alto oeste produzem, atualmente, cerca de 30 mil toneladas de castanha por ano, metade do que se produz no RN. Cerca de 500 produtores se dizem desestimulados com a atividade por causa da falta de política públicas.

- A falta de políticas agrícolas que causam a revitalização do cajueiro não existe. Nós estamos necessitando de políticas públicas que deem base de revitalização de renovação do nosso pomar que já é velho . Se nós não tivermos uma política com seriedade que permita ao produtor ter dignidade e revitalizar o seu pomar nós vamos ter a falência no máximo em cinco anos da cajucultura – afirma o produtor, Elano Ferreira.

A cajucultura emprega mais de 3 mil pessoas durante os 4 meses de safra, só nas duas regiões. A safra de desse ano praticamente já encerrou. Por causa dos custos alguns produtores resolveram nem colher parte da castanha, que ainda é possível ser encontrada no chão.

Por causa do problema os produtores resolveram pedir providências. Em um manifesto eles interditaram a BR-405, na entrada de Severiano Melo, maior produtora das 12 cidades da região

- Está inviável pra gente produzir a castanha, a indústria baixou o preço demais e a única maneira que a gente achou de chamar a atenção do governo foi essa - conta César Holanda, produtor.

Castanhas ao longo da BR ou amontoadas e queimadas, além de tratores e caminhões cruzando a pista foram algumas das estratégias usadas durante o protesto. Diante da crise no setor alguns já pensam até em desistir.

- Já pensei infinitas vezes em desistir porque a gente procura de uma forma ou de outra e ninguém acena com uma proposta que venha realmente reativar o nosso cajueral e se tornar competitivo também diante da empresa, então é uma situação que chega ao desespero - diz Fernando de Freitas, produtor.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O QUE DIZIAM OS ESTUDIOSOS DA CAJUCULTURA EM 1993


ISSN 0103-5797 
Ministério da Agricultura,  do Abastecimento e  da Reforma Agrária 
Empresa Brasileira  de Pesquisa Agropecuária  -  EMBRAPA 
Centro Nacional  de Pesquisa  de Agroindústria Tropical  -  CNPAT 
SITUAÇÁO ATUAL E ALTERNATIVAS PARA EXPANSÁO  DA 
CAJUCULTURA  NO RIO GRANDE DO NORTE 
Carlos  Roberto Machado Pimentel 
Fortaleza - CE 
1993

Alternativas para  a  Cajucultura no Rio Grande do Norte 


Pela análise dos  níveis  de  produtividade  da  cajucultura no  estado  do  Rio Grande  do Norte,  verifica-se  que  esta  cultura necessita ser  reformulada  para  que mantenha  sua atual importância econômica.  Verifica-se, ainda,  que  os  efeitos da política  de  incentivos fiscais  tiveram impacto apenas  na  área plantada, não  contribuindo para a mudança  tecnológica  do  cajueiro neste  Estado. 
A  curto  prazo, a melhor alternativa para elevar o  atual nível  de produtividade  do  cajueiro  no  Rio Grande  do Norte,  sem comprometer a produção,  é  investir  em  tecnologia.  Entretanto, deve-se  ter o cuidado  de  não  tornar o setor  dependente  da  concessão  de incentivos e  subsídios. 
O  aumento  da produção mediante  elevação dos  níveis de produtividade beneficiará tanto  o Estado  (pelo maior recolhimento de impostos  e  pela  expansão do mercado  de  emprego)  como  o produtor,  que  aumentará  seus  lucros  sem  necessidade de  expandir  a área cultivada. Dentro deste  contexto,  os  órgãos de pesquisa  e extensão desempenharão  importante  papel,  oferecendo  alternativas que  visam ao  aumento  da produção  de  castanha  de caju.  Os  primeiros desenvolvendo  novas pesquisas,  a fim  de obter  variedades mais produtivas e  resistentes as condições  ambientais, e a extensão, incentivando os  agricultores a adotarem  novas  técnicas  de  produção. 

 Medidas  de  curto  prazo .

-  Ao  nível  de produtor 
-  Reduzir  custos  através do  uso  da  poda de  limpeza, roço manual e incorporação  dos  restos  de  cultura.  Com  a  redução dos custos,  haverá  aumento  da  rentabilidade  da  cajucultura  ao nível  de produtor. 
-  Desestimular  a produção  em  áreas  inaptas  no que  diz respeito a  solo e  clima. 
-  Estabelecer  um  programa de  manejo  e tratos culturais. 
-  Em  nível  governamental 
-  Criar  um  fundo  de  apoio  à  recuperação  da cajucultura,  constituído de  parcela  do  ICMS  arrecadado  da castanha. 
Estes  recursos  teriam  por  objetivo  fortalecer a  pesquisa, extensão, produção  e  comercialização,  constituindo-se  no  principal componente para  a mudança  da  atual situação  da  cajucultura  no  Rio Grande do Norte. 
-  Desincentivar a exportação  da  castanha  de  caju  "in natural'  para outros estados. 
-  Incentivar a produção  de  mudas enxertadas  com matrizes selecionadas em  campos de produção. 
-  Financiar  cursos  e treinamentos para  extensionistas  e produtores que atuam  na  cajucultura. 
-  Iiicentivar  a pequena indústria de beneficiamento de castanha e  pedúnculo.  

Medidas  de  apoio  de médio prazo .

-  Ao nível  de produtor 
-  Renovação parcial  dos  pomares  pela  eliminação  das plantas de  baixa produção e  sua  substituição  por  clones  de  alta produção do  tipo anão - precoce. 
-  Expansão  de novas  áreas  com  cajueiro-anão-precoce. 
-  Recuperação  de plantas  a  partir  de  substituição  de copas,  usando-se  os  processos  desenvolvidos  e  testados  pela  pesquisa. 
-  Em  nível governamental 
-  Incentivar  a  pesquisa  a  desenvolver novas técnicas que objetivem reduzir  e  aumentar  a produção. 
-  Incentivar  a  pesquisa  a  desenvolver  usos  alternativos para  o pedúnculo e  goma  do  cajueiro,  visando seu melhor aproveitamento industrial. 

 Medidas  de  longo  prazo .

-  Renovação total  dos  pomares  existentes  com substituição  por  material  clonado  superior. 
-  Expansão  de  novas  áreas somente  com  clones superiores e antecedida  de  estudos detalhados sobre  clima e  solos. 

Em virtude do nosso pouco conhecimento em informática, tivemos que adaptar o sistema de exibição de parte do trabalho, no entanto sem alterar o seu conteúdo, basta ver em: http://www.cnpat.embrapa.br.
Desde 1993 já se notificava as necessidades que ainda hoje os cajucultores passam, só que a cada dia com maior gravidade. E aí perguntamos: o que está sendo feito em nosso Estado? Será que teremos algum Zé do caju na Assembléia Legislativa; no Governo do Estado, nos Municípios (Prefeitos)? 

GLOBO RURAL EXIBE MATÉRIA DA CAJUCULTURA EM 14/10/2011

Com reportagem feita no município de Serra do Mel, o globo rural exibe uma perspectiva de bom preço na castanha, conforme podemos averiguar no sitio http://g1.globo.com, no entanto as previsões de traçar estratégias para segurar o preço não deu certo, por isto os produtores de Severiano Melo, realizaram protesto que também foi ao ar pela afiliada da rede globo a inter tv cabugi, veja o sitio da intertvcabugi.

14/10/2011 08h03 - Atualizado em 14/10/2011 08h03

Preço da castanha de caju preocupa 


agricultores do Rio Grande do Norte

Há expectativa de safra melhor em relação ao ano passado. 
Estado responde por 16% da produção nacional do produto.

Do Globo Rural
Os produtores de caju do Rio Grande do Norte estão otimistas com a safra. O agricultor Antônio da Silva, que produz castanha em um lote de 40 hectares, colheu no ano passado apenas sete toneladas contra 19 do ano anterior. Com as chuvas registradas esse ano em Serra do Mel, ele espera recuperar o que perdeu.
A colheita da castanha em Serra do Mel começou em setembro, mas ainda de forma lenta. O auge da safra acontece no mês de novembro, quando os produtores esperam recuperar as perdas da safra do ano passado.
Na cooperativa dos produtores, que comercializa a produção de 85 agricultores, a precaução agora é com o preço da castanha. “A perspectiva é de uma safra boa e vamos lutar para ter preços bons. Vamos nos reunir com os associados para traçar uma estratégia para evitar que o preço caia. A qualidade vai nos ajudar a não deixar o preço despencar”, diz Terezinha Oliveira, presidente da cooperativa.
fonte:G1.globo.com

CRESCE EXPORTAÇÃO DE MEL NO BRASIL

Cresce exportações de mel natural no RN: estado exporta 6% do total do Brasil

fonte:www.economia-do-rn.blogspot.com
As exportações de mel natural no RN saíram de zero em 2004 para US$ 3,5 milhões entre janeiro e setembro de 2011. Este ano o estado já exportou 1,2 mil toneladas do produto.

No cenário nacional, cujas exportações em 2011 somam US$ 57 milhões, o estado ocupa a 6ª posição e responde por aproximadamente 6% das exportações de mel do Brasil.

Os estados líderes em 2011 são: São Paulo (US$ 14,7 milhões), Rio Grande do Sul (US$ 11,4 milhões), Piauí (US$ 9,8 milhões), Ceará (US$ 9,5 milhões) e Rio Grande do Norte (US$ 3,5 milhões).

Depois de uma retração no volume e no valor exportado em 2010, o RN volta a registrar crescimento nas exportações de mel este ano. O valor exportado pelo estado até setembro já é o dobro de 2010 (é provável que a seca do ano passado tenha comprometido as floradas e a produção local de mel).

É possível que 2011 registre o maior volume e valor de exportações de mel pelo RN. É possível encerrar o ano com mais de US$ 4,6 milhões de exportações pelo estado.

O município de Apodi, na região oeste do estado, é o principal polo apicultor do RN. Em termos de microrregiões a liderança fica com a Chapada do Apodi, seguida das microrregiões de Mossoró, Pau dos Ferros, Umarizal e Serra de São Miguel.

Nosso comentário: apesar desse crescimento, na região do Apodi os apicultores ainda sofrem com falta de apoio através de políticas públicas - veja o site da coopapi.

A CASTANHA DE CAJU ESTÁ EM TODO LUGAR RENTÁVEL.

Um Panorama da Produção Agrícola e Pecuária dos Municípios do RN

FONTE:www.economia-do-rn.blogspot.com
O IBGE publicou ontem os resultados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) e Pesquisa Pecuária Municipal (PPM), referente ao ano de 2011. Essa é a maior radiografia da produção agropecuária municipal brasileira.

Em 2010 o valor da produção agropecuária do estado foi de aproximadamente R$ 1,1 bilhão, sendo que aproximadamente a metade desse valor (R$ 597 milhões) foi oriundo das lavouras temporárias, com destaque para a Cana-de-Açucar (R$ 192,8 milhões), Melão (R$ 150,7 milhões), Cebola (R$ 61,6 milhões), Mandioca (R$ 58,7 milhões) e Abacaxi (R$ 57,8 milhões).

Em segundo lugar, com R$ 333 milhões aparece os produtos de origem animal. Os principais produtos foram: Leite (R$ 209 milhões) e Ovos de Galinha (R$ 117,4 milhões).

Em terceiro lugar vem as lavouras permanentes, com produção de R$ 185,4 milhões. Os destaques foram: Banana (R$ 68 milhões), Manga (R$ 36,5 milhões) e Castanha-de-Caju (R$ 26,5 milhões)(grifo nosso).


Em termos municipais, Mossoró, Baraúna e Touros são os principais municípios agrícolas do estado.

A grande novidade do ano passado no RN foi a grande produção de cebola no município de Baraúna, que teve uma área cultivada de aproximadamente 2.200 hectares, produziu cerca de 88 mil toneladas do produto, cujo valor global atingiu aproximadamente R$ 62 milhões.

Notícias da região dão conta que essa produção veio de alguns produtores,que trocaram a produção de melancia por cebola. Isso transformou Baraúna no terceiro maior produtor nacional de cebola em 2010. Todavia, parece que ocorreu uma forte queda nos preços dos produtos e os produtores acabaram tomando grandes prejuízos. Tanto que parece que esse ano a área plantada sofreu uma forte redução.

Os principais produtos oriundos dos municípios com maiores produções agropecuárias são: Melão, Cebola, Abacaxi, Cana-de-açúcar, Banana e Ovos de Galinha.

Exportação de castanha de caju será record no RN

fonte:www.economia-do-rn.blogspot.com


Valor Exportado de Castanha de Caju pelo RN Será Record em 2011

Entre janeiro e outubro de 2011 o RN exportou cerca US$ 40 milhões em castanha de caju. No mesmo período do ano passado o valor exportado foi de US 38,7 milhões. Facilmente esse ano o estado poderá chegar ao final deste ano com US$ 50 milhões ou um número muito próximo a ela.

Em 2010, quando o valor das exportações de castanha pelo RN chegaram a US$ 45,7 milhões, o estado bateu seu record histórico de valor exportado pelo produto.

O principal fator impulsionador desses valores record de exportações de castanha em 2010 e 2011 é a variação expressiva no preço das castanha exportada. Com a quebra da safra do ano passado, o preço em dólares do produtos exportado chegou praticamente a dobrar em relação ao seu padrão histórico recente.


Em termos de volume exportado nós estamos em meio a um ciclo de baixa. O estado, que já chegou a exportar entre 10 mil e 12 mil toneladas de castanha no acumulado em 12 meses, terminará 2011 com um volume que ficará, muito provavelmente, abaixo das 6 mil toneladas. Todavia, acredito que até meados do próximo ano esse volume exportado pode chegar a 8 mil toneladas.

Portanto, o que sustenta o valor das exportações em um patamar de record histórico é o preço do produto. Mesmo considerando que esse preço recue nos próximos meses (em função da maior oferta do produto), acredito é possível encerramos o ano com um valor exportado maior do que em 2010.

No cenário nacional o RN é o segundo maior exportador brasileiro de castanha de caju, perdendo apenas para o vizinho Ceará, que até outubro deste ano exportou 16,5 mil toneladas do produto, cujo valor chegou a US$ 142,3 milhões.

Dos US$ 40 milhões exportados pelo RN este ano, US$ 23,3 milhões se destinaram aos EUA e US$ 6 milhões ao Canadá. Esses são os dois principais importadores da castanha potiguar.
COMO PODEMOS OBSERVAR, O PREÇO DA AMÊNDOA DOBROU E O PREÇO PAGO AO PRODUTOR REDUZIU EM MAIS DE 200%. COMO EXPLICAR ISTO? SE ALGUÉM TIVER A RESPOSTA, POR FAVOR ENVIE A ESTE ZÉ DO CAJU: SOUPRODUTORDECAJUDORN@GMAIL.COM

Jornal O Povo demonstra coragem e independência

Todos os produtores estão eufóricos e agradecidos com o Jornal O Povo, pela primeira vez os produtores de caju são ouvidos de forma imparcial e respeitosa

Gostaríamos que os leitores lessem a reportagem para verificar a verdade

Estaremos comentando a reportagem na sua íntegra...


Para ler a reportagem acima (Clique aqui)


Para ler a reportagem acima (Clique aqui)


Para ler a reportagem acima (Clique aqui)



Para ler a reportagem acima (Clique aqui)
PEDIMOS DESCULPAS POIS A ORDEM DAS POSTAGENS FOI ALTERADA, VEJA NO BLOG> WWW.souprodutordecaju.blogspot.com

Erros do algodão são cometidos no caju - O Ceará foi pioneiro e forte produtor de culturas que poderiam ter tido maior relevância para o Estado, não fosse a falta de organização mercantil, argumenta o especialista em políticas agrícola, Yoshio Namekata

A notícia acima não é de nosso Blog, é do Jornal O POVO no dia 23 Nov 2009 - 02h25min

Vale a pena ler, pois o Dr. Yoshio, já previa em 2009 o que viria acontecer com o produtor

Veja abaixo e para ver na íntegra (Clique aqui)

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...Yoshio afirma que a cajucultura não deve em curto prazo trilhar o mesmo caminho, por exemplo, do algodão e da carnaúba, que perderam fortemente mercado e ``sumiram``. Contudo, explica que o setor comete erros semelhantes e que toda atividade que não é lucrativa tende a acabar....

Caju sustentável

Caju é uma atividade sustentável incrível. Não vai acabar. Sempre existiu aqui e vai continuar existindo. É uma cultura que está adaptava ao clima daqui. Temos todo o material genético. A Embrapa é dona da maior tecnologia biológica da cajucultura no mundo. Isso é a coisa mais importante que nós temos.

Porque a cajucultura vem se arrastando dessa forma? É um problema de organização de mercado, porque nós fomos o único produtor mundial durante muitos anos, mas a gente não está conseguindo organizar o mercado. Os exportadores não têm prejuízo. Esse produtor que não exporta é que está lascado.

Existe o que se chama de dualismo. Tem o lado sustentável e o lado não sustentável. O pequeno produtor é não sustentável. Mas o exportador está muito bem. Pelo menos há uns vinte anos está assim. É uma "crise sustentável".

Teria que ter uma política setorial mais séria. Não deixar só na mão dos empresários. Se não existe lucro. A atividade é fadada ao desaparecimento.



PARABÉNS DR. YOSHIO
fonte:souprodutordecaju.blogspot.com 

Túnel do Tempo - DIRETO DE 1991 - Diretrizes para a recuperação da cajucultura do Nordeste


Documento na íntegra (Clique aqui)

Em 1991 os pesquisadores da EMBRAPA, José Ismar Girão Parente, Pedro Felizardo Adeodato de Paula Pessoa e Yoshio Namekata, criaram um documento que se não existisse a data eu diria que teria sido feito este ano...

Quase tudo que eles disseram naquela época ainda é atual, estamos precisando fazer o que estes "monstros" da cajucultura afirmaram ser necessário naquela época

Exatos 20 anos depois, as coisas continuam como antes e estas tecnologias desenvolvidas testadas e aprovadas pela EMBRAPA, nem todas, foram aplicadas, aqui no BRASIL

Nossa opinião desde o começo é "aproveitar" a EMBRAPA, só precisamos colocar em prática o que está arquivado

Veja o sumário...


Veja um pouco !!!!

Crédito

Uma política de crédito adequada deve beneficiar os produtores que estejam dispostos a investir em tecnologias inovadoras. As diversas alternativas propostas pela pesquisa, para a recuperação e renovação dos pomares existentes, asseguram maior rendimento para a cultura, menores custos de
produção e abre opções para a decisão dos produtores quanto ao uso da tecnologia.

O crédito para expansão de novas áreas somente deve ser concedido às propostas que utilizem sistemas de produção com clones superiores.

Como trata-se de cultura perene, prioritária para a sócio-economia do Nordeste, deve-se estabelecer uma política de crédito a longo prazo, que aloque recursos financeiros para investimento e custeio.

Investimento

A maioria dos produtores não dispõe de capital suficiente para realizar investimentos na cultura. O longo perlodo para a estabíilzação aa produção, os elevados custos de implamação e as altas taxas de juros com correção plena não estimulam os produtores a captarem recursos de terceiros.

O crédito para investimento deve ser adequado a essas condições e, pnncipalmente, servir de estímulo à adoção de tecnologias inovadoras. Nesse caso, os produtores que invistam na recuperação e renovação aas areas existentes ou eventualmente, na expansão de novos pomares ccom clones superiores devem ser beneficiados com juros favorecidos insumos subsidiados e adequados prazos ae carência.

Os pequenos e médios que são menos capitalizados e que geralmente não têm acesso aos recursos de incentivos fiscais, devem ser os principais beneficiários com os recursos de investimentos

Medidas a longo prazo

Renovação total do pomar por clones

As alternativas a longo prazo fundamentam-se na renovação total das áreas existentes com materiais clonados portadores de características de interesse como porte reduzido, precocidade e estabilidade de produção, tamanho e peso da castanha e pedúnculo desejáveis, resistência a doenças e pragas e elevada produção.

O cajueiro-anão-precoce é, atualmente, o mais indicado para a renovação ou expansão da cajucultura, pois permite plantios em altas densidades, proporciona facilidades no manejo da cultura, tratos fitossanitários e colheita. O reduzido porte, precocidade e elevada produtividade são fatores determinantes da redução dos seus custos de produção
quando comparados com o tipo comum...

Vamos colocar em prática ?

Leiam a conclusão deste estudo, muito interessante...
Fonte:www.souprodutordecaju.blogspot.com 

FAMÍLIA DO ZÉ DO CAJU SURGE PARA FORTALECER A LUTA DOS CAJUCULTORES

Os amigos Zés do caju do Estado do Ceará, estão demonstrando que somente unidos conseguiremos atingir nossas metas, para isto a família do Zé do caju surge em cena, veja o blog souprodutordecaju.blogspot.com:


UNIPROCAJU - União dos Produtores de Caju do Ceará, cria personagens da Cajucultura e disponibiliza a todos os "Zés" do Caju do Brasil



Para divulgar as ações dos Cajucultores Cearenses, Rio Grandenses, Baianos e Piauenses e aumentar a nossa auto-estima, foi criado o personagem Zé do Caju, mas o Zé do Caju cresceu casou e veio somar conosco outros personagens, veja todos eles:

1- Zé do Caju - A autoridade Produtor de Caju

2- Maria Cajuína - A esposa do Zé do Caju

3- Zé da Castanha - O filho mais velho do Zé do Caju

4- Zezinho Maturi - Filho caçula do Zé do Caju

5- Mariazinha Cajuí - Filha do Zé do Caju

Está aí toda a famosa família que trabalha de sol a sol em uma cultura abençoada por DEUS e que acredita na Esperança de dias melhores, confirmando isto, você pode observar que quando todas as plantas estão secas, na estiagem, o CAJUEIRO está verde, dizendo: "Não percam a esperança"

Aproveitando, o Zé do Caju manda um recado:

"Meus amados cajucultores, meus irmãos, não desistam de lutar, não desistam de seus ideais, nossa batalha apenas começou, não vamos desvanecer, não vamos desistir, levantem a cabeça e digam em alto e bom tom, SOU CAJUCULTOR, SOU NORDESTINO, SOU ZÉ DO CAJU E MEREÇO RESPEITO !"

Somente os Produtores de Caju e as Produtoras de Caju podem usar estes nomes, mas claro que está nossa idéia "outros que não fazem parte da Família do Zé do Caju, vão querer usar, mas nós Cajucultores 'somos os legítimos proprietários

Serão criados bonecos, para o Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Piauí, todos com o mesmo formato, com a mesma "cara", e todos os eventos importantes do Agronegócio ou da Agricultura familiar, nós estaremos lá, reivindicando e dizendo:

"EU EXISTO E MEREÇO RESPEITO !!"
fonte:www.souprodutordecaju.blogspot.com

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

União dos blogs do Zé do caju, demonstra organização dos produtores

Cajucultores do Rio Grande do Norte fizeram protesto ontem em Severiano Melo - RN


O Cajucultor Elano de Severiano Melo no Rio Grande do Norte fez contato com o Zé do Caju e nos contou os problemas no RN


Não são muito diferente dos nossos, entretanto a única solução para nós é a nossa organização, juntos seremos fortes, aceitamos sua proposta de nos unir e fazer valer a UNIPROCAJU - União dos Produtores de Caju, que nasceu aqui no Ceará e se torna agora uma união interestadual

Vamos nos organizar ainda este ano, e no próximo ano estaremos organizados, venha para o Caju Nordeste e conversaremos sobre nossa organização.
fonte:

Para financiar a produção = EGF - Empréstimos do Governo Federal

O Zé do Caju, confessa que não conhecia esta modalidade de empréstimo

A contribuição é do pessoal de Severiano Melo no RN, agradecemos a dica e vamos trabalhar para agilizar este processo com os produtores

Pois não é somente para a indústria mas também para nós produtores, vamos financiar nossa produção e vender por um preço justo

Veja as informações abaixo !
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EGF - Empréstimos do Governo Federal

É uma linha de crédito utilizada para financiar a estocagem de produtos agrícolas abrangidos pela Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) para venda futura em melhores condições de mercado, beneficiamento/industrialização e arraçoamento de animais (aves e suínos), observando o seguinte:

EGF Produtor Rural: produtos de produção própria

EGF Agroindústria: produtos previamente adquiridos diretamente de produtores rurais ou de cooperativas de produtores rurais por preços iguais ou superiores ao preço mínimo vigente para o produto ou safra.

Beneficiários

EGF Produtor Rural

• Produtores rurais (pessoas físicas ou jurídicas);
• Cooperativas de produtores rurais, inclusive para repasse;
• Produtores de sementes registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e
credenciados por entidades oficiais.

EGF Agroindústria

• Indústrias, beneficiadores e cooperativas que beneficiam ou industrializam o produto;
• Avicultores e suinocultores (pessoas físicas e jurídicas) para EGF de milho, exceto para as
atividades de avicultura de corte e suinocultura exploradas sob regime de parceria;
• Exportadores (somente com recursos não controlados do crédito rural).

Tetos do EGF Produtor Rural

Até R$ 1,3 milhão por produtor, consideradas as operações realizadas em todas as operações financeiras.

Tetos do EGF Agroindústria

50% da capacidade anual de beneficiamento ou industrialização das empresas ou do consumo anual de milho para avilcultores e suinocultores, limitado a R$ 40 milhões no caso de unidades não vinculadas a cooperativas de produtores rurais. Nas aquisições junto aos produtores, devem ser respeitados os tetos do EGF Produtor Rural, por produtor e produto.

Encargos

Recursos controlados: 6,75% ao ano.
Recursos não controlados: procure uma agência BB para mais informações.

Prazos

Definidos de acordo com o produto ou semente objeto do crédito.

Fonte: Banco do Brasil (Clique aqui)

Bradesco (Clique aqui)
fonte: www.souprodutordecaju.blogspot.com

PRODUTORES DE CAJU INTERDITAM BR 405

Neste sábado dia, 12/11 os produtores de caju do oeste potiguar, não satisfeitos com a atual situação da cajucultura interditaram a BR 405 - KM 101, na entrada de acesso a cidade de Severiano Melo-RN, o protesto teve a aprticipação de mais de 200 produtores de diversos municípios como: Severiano Melo, Itaú, Rodolfo Fernandes e Apodi.
Os produtores protestam contra o atual preço da castanha pago pela indústria, bem como o abandono das autoridades governamentais ao setor que é responsável por movimentar a economia da região.
Os produtores se reuniram e trouxeram castanha para ser queimada às margens da BR, em diversos pontos, onde na oportunidade repassaram suas reivindicações. A manifestação teve a cobertura da INTERTV-CABUGI, que acompanhou toda a movimentação dos produtores.
Na oportunidade, além de queimar a castanha os produtores espalharam castanha na pista e interroperam o trânsito por mais de uma hora.



Além de lutarem por melhores preços, uma vez que as indústrias estão esmagando os produtores com preços injustos, os cajucultores também deliberaram por políticas públicas para a revitalização da cajucultura e mais facilidade de acesso a financiamentos para renovar os pomares e maquinarios. " o sucateamento de nossas máquinas e transportes para auxiliar na produção e transporte da safra, está visto aqui neste protesto" relatou um produtor indiguinado.


A União dos produtores de caju do rio grande do norte - UNIPROCAJU-RN, estará mobilizando toda a cadeia produtiva do Estado, para que juntos com a Uniões dos produtores do Ceará, Piauí, Bahia e outros estados produtores, possam fortalecer o movimento e lutar por melhorias urgentes no setor.
Os Zés do Caju, demonstram força e afirmam: "A falência da cajucultura, é a miséria do semi árido nordestino".
Exemplos como este devem ser seguidos em todos os municípios e regiões produtoras de castanha e de caju.
agradecemos o fornecimento das fotos.
Este blog é mais uma ferramenta para ajudar os cajucultores e pertence a todos os Zés do caju e as Marias cajuinas.